sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Caminhei em estradas devassas

Caminhei em estradas devassas
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Caminhei em estradas devassas.
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Perdido procurava loucamente
um instante de lucidez consciente.
*
Errôneo, tinha preso na mente
a dor de quem vê a vida que passa
acelerada, fugaz e dolente.
*
N’alma o vazio perene e presente
de quem amargamente sente
a falta de fé no futuro distante
e o choro da vida extraviada e ausente.
*
Estradas libertinas e perdidas
marcam o cerne do ser e a vida.
*
É o cume do nada, tempo sem graça,
distanciado de Deus e de todos,
levitando tosco e frio no espaço.
*
Caminhei em estradas devassas,
mendigava afeto e compaixão,
alguém que, estendesse a mão
e afagasse a alma triste e dolorida,
canção de afeto e vida,
e diria:
“vem comigo que isto passa”.
*
Caminhei em estradas devassas.
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