terça-feira, 14 de janeiro de 2025

As infinidades do universo

As infinidades do universo
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Suavemente a luz da lua penetra no recinto
e a imagem sua, dócil e amável,
translado do irreal mundo que eu sinto,
oriundo em utopias da delicada ternura,
comparece, também, em vista admirável.
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E você chega como a sonata da espera,
trazendo o devaneio, o sonho e a doçura,
fruto do que eu trago no peito retido,
o intento em cândida ousadia assumida,
que tortura a alma em doce ternura.
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E a sua presença é inocente e pura,
como o ode que o poeta risca no papel,
e traz em cada letra dos seus versos,
uma mensagem d'amor imaculada em ternura,
que esvoaça, como as aves que voam no céu,
buscando as infinidades do universo.
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Fim de tarde

Fim de tarde
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Límpida tarde, triste e suave,
o sol no horizonte amarelado
vai embora em doce suavidade.
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No céu cruza um pássaro atrasado,
apressado esvoaça firme e leve,
na pressa marota de ter velocidade.
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Tarde mansa que desafoga o dia,
o esgotamento pelego já é quase nada,
mas o quase também é uma beirada,
é hora de um respiro renovador,
para buscar lá do fundo a fantasia
e cravar no bloco um poema d'amor.
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Distante e inacessível

Distante e inacessível
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Inexplicável desejo que arrebata
e traz consigo o insensato sofrimento,
não há remédio que cure ou combata,
não há poema, lírio e nem acalento.
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No peito tange uma dor que maltrata,
torturando a alma com este ferimento,
fragmentando o ser em forma insensata,
as flores murcham em dor e desalento.
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Estrela distante que brilha no paraíso,
O Destino te fez atraente e delicada,
És canto d'amor ou rosa no céu Dionisio.
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Na mitologia este deus festeja a alegria,
e o poeta na terra te mira, doce fada,
e faz do teu sorriso uma triste poesia.
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Na imensidão do pampa a paz


Título: Na imensidão do pampa a paz.
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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No pampa da minha terra querida,
No dorso de um cavalo Haragano,
Amigo de peleada e longa data,
Reflito sobre o mundo e os seus enganos
Vento fresco, amável e suave brida.
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Quem dera que mundo fosse só de paz,
Como o verde do pampa, imenso e plano.
Esvoaço, a liberdade muito me apraz.
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Lembro que o Direito Sagrado à Vida
É esquecido pelo homem que maltrata
e dos céus, do mundo e da gente tira a paz.
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É triste ver tanta gente insensata.
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sábado, 4 de janeiro de 2025

Oásis Sem Rio

Oásis Sem Rio
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Neste momento o silêncio impera,
o conto de fada não virou realdade,
o norte inatingível virou quimera,
impossível pensar em outra verdade.
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O bloco despovoado se desespera, 
felicidade, anjo tosco e sem faculdade,
é a imagem atrapalhada do que era
aquela ânsia desmedida em veleidade.
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Audácia é quimera que abrasa atoa,
pensar derrotar o mundo é pisar no vazio,
o mundo segue, quem fica é a pessoa.
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No deserto a noite é densa e reina o frio,
o destino achincalha, zomba e caçoa,
bloco triste e sem versos é oásis sem rio.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Sempre Nascente

Sempre Nascente
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Os meus passos, antes fortes e vigorosos,
hoje são leves, sem a alegria e morosos,
perdi o impulso que arrebata ao vazio,
todavia, não esmoreci, tremi ou fiquei frio.
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Ainda habita em mim uma chama d'amor,
posto que, ternura sempre alivia a dor,
e a imensidade velada do etéreo celeste
é a esperança do fim neste tórrido agreste.
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Eu olharei sempre para o ilimitado,
e, vagaroso, firme  e determinado
andarei com fé ao horizonte poente,
sem medo do ocaso, pra mim é nascente.
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Poetizando-te

 Poetizando-te
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Neste instante em que eu olho o azul celeste
lembro-te  em cada minúcia do teu jeito de ser,
acredite, foi nos teus olhos que eu encontrei
este imoderado desvelo no escrever,
louco anelo e cuidado que tu me deste.
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Descomedido, um traço com a pena no papel,
suave acalento que dança em ritmo e candura,
uma história organizada pelo anjo da fortuna,
um poema que adeja a procura do Sétimo Céu,
na mente poeta e só aguarda a hora oportuna.
*
Poetizar-te, pois tens um coração em ternura,
uma alma cristalina que só guarda bons sentimentos,
energia interior que amaina qualquer amargura,
a fibra de quem luta e vence todas as adversidades.
*
És brisa refrescante, não tormenta de vento,
tens um coração puro e nenhuma maldade...
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Poetizando-te...
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Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...