Obrigado de coração aberto por este lindo certificado, expedido pela Fundação Amazonía Productva - POETAS INTERGALÁCOS, por minha participação no Evento. Obrigado decoração aberto.
domingo, 17 de novembro de 2024
sábado, 16 de novembro de 2024
Indestrutível Amor
Indestrutível Amor
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Há no mistério enigmático do teu olhar
uma forte razão para deslindar o imperceptível,
buscar, quem sabe, no etério inauditável,
uma razão para em um poema esvoaçar.
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Cristalino olhar dominante, puro e intenso,
que traz consigo a leveza da natureza sem fim,
é o efeito de múltiplos sentimentos submersos,
que trazes no coração em delicado carmim.
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Rude poeta parvo e com escasso talento,
percebi que os céus, com intesidade sem precedente,
te doutaram em sintonia a um doce acalento
que arrepia no epiderme do poeta intensamente.
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És ornada em alicerce construido em amor,
a tua estrada é clara e extensamente iluminada,
e uma vez que, perfumada como uma flor,
ainda tens no teu olhar lindos sonhos em revoada.
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Ditam os enigmas do etério ainda insolúveis,
que do nada um todo muda e vira irrealidade,
contradita também, há sentidos indestrutíveis,
entre eles está o amor, esta é a verdade.
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sexta-feira, 15 de novembro de 2024
Segue, gaúcho
Segue, gaúcho
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Segue, pampeiro, teu fado a fio,
tens o garbo da sina procura,
que busca a vertente de um rio
em vale verde com água pura.
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Segue, gaúcho, ao som d'um assobio,
na guaiaca nem um pila se pindura,
a prata gasta foi em um tempo sombrio,
mas não faz parte, foi tudo aventura.
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Não olhes para traz, missioneiro,
o pampa é largo, o pampa é gigante,
melhor ter esperança do ter que dinheiro.
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Na garupa do teu pingo, viajante,
de carancho um sentir amaro e certeiro,
uma prenda que ficou léguas distante.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2024
Um Natal sem amarguras
Um Natal sem amarguras
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Se no teu coração só há amarguras,
esqueças das dores e esvoaces aos ventos,
é preciso buscar os bons sentimentos,
tecer as coisas da vida em mel e ternura.
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Doce Natal que chega pleno em candura,
nos traz a suavidade em um acalento,
água refrescante até em tristes momentos,
os nossos sonhos são cobertos em doçura.
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O Cristo nasceu em uma pobre manjedoura,
mas, Príncipe dos Céus, Ele se fez Senhor,
um meigo coração e uma alma tão pura.
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Esqueças das dores e tenha sempre uma flor,
não esqueças jamais que o amor tudo cura.
Neste Natal tenhas contigo a paz e amor.
terça-feira, 5 de novembro de 2024
Os ecos do passado
Os ecos do passado
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Os ecos do passado soam retumbantes,
gritam aos ouvidos e n'alma,
clareiam estradas com flash rasantes,
ou torturam em dor que não acalma.
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Parecem amiudar tudo em vivalma,
bloqueando no ar o perfume das rosa,
estancando a brisa que não mais acalma.
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A vida sem os ecos do passado distante,
na certa seria uma vida maravilhosa.
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Mas é esta a sina da infeliz criatura
que teima em revirar o passado ingrato,
esquecendo que o presente pindura
no quadro da sorte a sua vida futura.
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Se apieda em si o sentir de alma insegura
e comovido chora todas as dores do mundo.
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Pobre criatura que moldou o próprio estrato,
emergindo atoa em um oceano vil e profundo.
domingo, 3 de novembro de 2024
Amor, acalento e sentido da vida
Amor, acalento e sentido da vida
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Amor que te quero em simplicidade
tal com a luz que emerge da fonte maior,
trazendo consigo acalento e claridade,
alimentando a vida em suave ardor,
uma vez que, dádiva celeste e maravilhosa,
és o acalento e sentido da vida.
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Amor que tripúdia todas as amargarguras
cimentando n'alma sentimento de fé,
és encanto na materialidade do existir,
posto que firma e adoça a alma segura,
que olha o horizonte e busca o amanhã.
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Amor que, mesmo complexo, é fácil definir,
tão simples este sentir que molda o mundo,
és o fundamento em verdade da criação.
Sem ti, antes, era o caos na vastidão,
ressoando em tines amargo de um nada,
vago, incoerente, ríspido e profundo.
.
Amor, tens a força do ser como tu o és;
explicar o amor não se explica, o amor é si,
e a sua força é muito mais do que já foi dito
cantado no perfume de uma bela flor,
admirado pelo sibilino vôo do colibri
ou versado por poetas nos seus escritos.
sábado, 2 de novembro de 2024
Diminuto
Diminuto
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Nas manhãs de outono interior,
quando, absorto no eu resoluto,
eu cantava uma sonata indiferente,
mesclada no receio e na dor,
tingia n'alma minha um sentir diferente.
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Palpitava no peito a agonia
de ter um coração tingido carmim,
maquiado c'as as coisas perdidas,
longe das carícias de uma poesia,
divagando em um deserto sem fim.
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As flores que dão as cores da vida,
nestas manhã não se fazem perfumar,
é tudo uma mistura no cinza do luto,
da dor de uma inesperada partida
ou de alguém que não vai mais voltar.
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Não cabe no peito a dor que se sente,
é um sentir diferente daquele que um dia senti,
um dia sem a borboleta esvoaçante,
ou o colorido de um alegre colibri,
um dia pesado, um dia diminuto.
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