sábado, 10 de dezembro de 2022

Suave olhar cristalino

 

Suave olhar cristalino
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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O amor, quando coberto em candura,
conduz a alma de quem ama ao paraíso,
uma vez que adoça em mel e ternura
atenuando a dor e abrindo um sorriso.
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O amor supera as dificuldades consistentes,
as que tragam o ser e arremetem-no à escuridão
trazendo a tona a sua fraqueza e inconsistência.
O amor salva, pois é tábua de salvação.
*
Da vida nada se leva, mas se deixa a lembrança,
na vida tudo passa, não muda o sentir,
pois o amor aquilata a alma em boa fiança,
quando é amor vivo, tipo amor colibri.
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Um dia olhei em teus olhos, doce ternura,
enxerguei uma alma coberta d'amor e delicadeza,
em mim ficou a certeza de que tanta brandura
foi para foi uma sublime dádiva da natureza.
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Os ditames do Destino são pontas incertas,
mas não me atemorizo, pois tenho o teu olhar seguro,
e, nestes dias inseguros, a estrada não é deserta
e eu tenho a luz do teu olhar doce e maduro. 
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Eu, parvo e rude poeta sem talento,
nunca vou cansar de cantar o meu amor sibilino,
meigo profano amor que dá vida e alento,
amor que enxergo no teu suave olhar cristalino.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Os sonhos morrem n'alma entristecida

Os sonhos morrem n'alma entristecida
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Os sonhos morrem n'alma entristecida,
não há como acalentar enleios e utopias,
não há como desvainecer sem a poesia,
pois só o amor dá sentido a vida.
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As almas que sofrem em vagas perdidas
mundanas vagam sem beiras nem sintonia,
arremetidas ao léu em triste melancolia;
feias, indigestas, encruadas e aborrecidas. 
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As almas entristecidas carregam cinzas,
abeiram ao ridículo com discursos vazios;
ríspidas, descoloridas, enfadonhas e ranzinzas.
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Não haverá descanso e será sempre frio,
serão da natureza uma nefasta baliza,
um recado a quem busca o ruim e o sombrio.
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Observação: acalente o amor no seu coração.
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domingo, 4 de dezembro de 2022

Eu percorri inúmeros caminhos no mundo

Eu percorri inúmeros caminhos no mundo
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Eu percorri inúmeros caminhos no mundo,
busquei no ermo flores abandonadas
e encontrei-as em oásis verdes e fecundos,
revirei esverdeados a procura de vertentes cristalinas
e elas estavam lá, límpidas e asseadas,
fiz da minha estrada a busca da plenitude,
mas, confesso, errôneo e miúdo, não a encontrei,
uma vez que em minhas paradas a inquietude,
irritadiça, me fazia parar e tecer o imediato,
sem guardar comigo as lições do passado
que poderiam moldar e amadurecer o meu extrato.
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Na vida fui barca em rio d'água corrente
que, adoidado, não via o futuro, só via o presente.
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A Flor da Esperança, Paz

A Flor da Esperança, Paz
ou
O Perfume da Flor da Esperança
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Uma vez que era uma flor,
- A Flor da Esperança -
E esta flor aromava um perfume suave,
E a paz era o perfume da flor d'amor,
E o perfume é o incenso da vida.
O homem, se for humano, tem a vida,
Só tem a vida quem o seu sentido,
O sentido da vida é o amor,
O amor para se viver em paz.
A vida está no coração,
O coração é modelado pela alma.
Então;
Respire a paz, 
Sonhe com a paz
Construa a paz
Viva em paz.
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sábado, 3 de dezembro de 2022

Ao Pedestal da Mitologia

Ao Pedestal da Mitologia
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Ao mundo não há o que explicar;
e este poeta, explicar, nem conseguiria,
posto que o amor nasceu da curiosidade,
ou do encontro do inexplicável com a fantasia.
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Como eu poderia dizer, com inegável clareza,
que na luz das estrelas notei o teu olhar melancólico?
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Com certeza, o mundo não acreditaria.
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E Eu, distante de ti, já ti conhecia,
e escrevia a mais doce das minhas poesias.
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Delicado poema, em mel, tão doce cobertura,
divago que abona um sonho e uma utopia,
em versos sonoros, firmes e simbólicos,
que, esvoaçam em faíscas energéticas,
pomposos e orgulhosos; missivas de amor e ternura.
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Doce criatura, és a ave do paraíso, hermética,
em voo transcendente em sibilina doçura,
e trazes no olhar o segredo do Santo Graal
ou o mistério da sereia em sintonia meiga e sensual.
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Não há como ao mundo explicar tanto amor e ousadia,
eu, poeta errante na terra, com a nódoa da dor,
perdido d'amor em Campos Elísios, verdes e floridos,
entregando a ti, beldade da minha  fantasia,
os versos que te elevam ao Pedestal da Mitologia.
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O poeta tem nos escritos a sua própria essência

O poeta tem nos escritos a sua própria essência
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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O poeta tem nos escritos a sua própria essência,
e vivente, sendo parte do mundo, no dia a dia,
faz dos seus poemas um ornado da sua vivência,
moldando o mundo e a natureza em sua poesia.
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Divaga, poeta, divaga longe ao infinito...
divaga em um bloco velho e amarelo,
busca a suavidade, o meigo e o bonito,
escreva livre ou à toa, mas escreva o belo,
traga a flor e o colibri, em versos sucintos.
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A brisa é constante no seu poetar
a sibila dos cachos esvoaçantes
é a diva em hermético ornar.
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E o poeta segue sutil e provocante,
uma letra no papel e uma pomba à voar.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Querela sem sapiência

Querela sem sapiência
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Homem finito, fruto da terra,
no cerne carrego um pensamento d'amor,
não descarto, porém, um momento de ódio,
em soturno episódio.
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Quero a paz, não quero a guerra,
mas o poeta é feito matéria do acaso;
deslumbrado corre...corre...
em direção ao céu, ou direto ao ocaso.
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Não vou lamentar a sorte perdida,
fileiras de homens digladiando em nefasta esfera;
pequena pimenta vermelha, onde a paz já era
agora carrega filhotes de hienas ladinas
extraviadas e ao léu,
tecidas em rosas de sangue carmim,
soterradas e bem longe do céu.
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Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...