sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A Um Canhoto

A Um Canhoto
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Se o destro é ágil e desembaraçado,
o canhoto sofre o preconceito geral,
pensa consigo; conspiração?
Todos em vida tem seu lado
até o de cima do muro, o dual,
incapaz de uma decisão.
O da mão esquerda, canhoto, não,
este assumiu o seu pedaço,
seu lado ou seu espaço,
nem se importa se faz força ao banal,
pois afinal; a vida é dos esforçados.
Há vários como eu, destro por natureza
existem poucos como você, 
canhotos; mas forte na essência de ser,
seguros e equilibrados na sua firmeza.

Um Dia

Um Dia
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
*
Quando a vida for fato consumado
e a paz dos esquecidos estiver presente,
as vitimas estarão ausentes,
os culpados perdoados.
*
Não haverá folhas, serão cinzas,
esquecidas em fortes torrentes,
as palavras estarão abafadas
não haverá o "eternamente".
*
Os covardes dormirão descansados,
os injustiçados estarão pra sempre injustiçados.
A justiça divina vagará na mente
de quem...pra si mente.
*
Um dia estará tudo apagado,
pobre de quem foi injustiçado.
*


A Quem Não Estende A Mão

A Quem Não Estende A Mão.
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento.
*
Quando, em sombria noite de inverno,
os vaga-lumes, dormentes, não se mostrarem,
e o gélido da brisa cortar o rosto
em tom gélido e sisudo de agosto,
o sombrio avassalará arrasador e inclemente
a alma pétrea e infesta de toda esta gente
que, teimosa, cisma em reter avesso a ternura,
esquecendo em demasia do remanescente
deixando-o só, abandonado e apartado,
a largo de tudo, em vil de noite escura.
*
Após, no raiar da doce primavera d'amor,
o desatento, antes sem relevo e nem saliência,
sentirá dento de si que ele é um opressor,
uma vez que deu as costas a quem via como indigente;
todavia, no advento das flores, o pirilampo ressurge,
alegrando festeiro as noites graciosas e estreladas,
e, na bonança da vida, o riso outra vez emerge,
e assim, como a vida floresceu pós inverno anuviado,
o alento doma a essência de quem penou e sofreu,
ficando n'alma de quem descuidou do carente
a dor do arrependimento em seu coração em breu.
*



quinta-feira, 1 de agosto de 2019

És, Sim.

Se és? És, sim. És porque és. Simples!

É Tempo De Morrer, Poeta

É Tempo De Morrer, Poeta
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
É tempo de morrer, poeta abstrato,
deixar este tempo confuso,
deixar de ficar triste e escondido,
deixar a vida no terceiro ato,
deixar de ser um simples excluso
choramingando um toco de vela perdido.

É tempo de criar as rosas da utopia,
escrever um dileto profano e em desacato
a todo este povo cativo e submetido,
que teima em censurar sendo oculto e escuso.

É hora de agigantar forte a poesia.

Morrer para a vida sem nexo,
morrer para a rima que se extravia,
e desatinadamente, feliz e perplexo,
escrever um outro poema d'amor,
sem dó e nem dor.





Surrealismo

Surrealismo...
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
E descabidamente tu me suicidas
em afetuoso abraço profano,
no rosto o riso espontâneo que não mente;
és vidas, és vidas...és mil vidas.
*
Uma vida por dia, mil vidas em anos.
*
Sonhos do sonho no inconsciente,
instinto, desejo e renovação.
*
Sonho d'amor incoerente,
amor de vida e paixão
*
No surrealismo, para encontrar um lirismo
encontro n'alma a bendita escrita.
*
Se em teus braços me suicidas 
é porque és vida!


*

Receita

Receita
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
A noite, solitário, caminhe na orla da praia
olhe o céu estrelado
sinta a brisa refrescante, não se retraia
os pés n'areia, soltos e molhados
és, agora, o dono do mundo.
Um instante de vida é tudo.

Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...