sexta-feira, 21 de abril de 2017

És Musa, és Céu

És Musa, és Céu
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Adensadas nas faces
as lagrimas aludem
encanto em um canto.
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E se o meu eu falasse
a rosa que ora planto
viveria em tênue poesia
e não haveria lugar para pranto.
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“Feliz quem muito se ilude.”
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Promessa doce e rosada.
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Ah piegas esplanada.
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Parvo,  a ti cantaria
serena e calma poesia,
eterno apaixonado.
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E dado ao encanto
me envolvo sem dor,
com certeza de ter
em ti Musa em Delfos.
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Oráculo d’amor,
cabelos dourados,
tens os olhos de mel,
és Musa, és Céu.
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domingo, 2 de abril de 2017

Se Queres

Se Queres
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Se queres
o amor versado em rimas arcaicas,
toma-as, meus versos são antigos,
museus emparedados, mosaico,
de quem viveu vida ambígua,
em dores,
com dois mil amores.
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Se queres
a verdade simplória  tal água,
que, cristalina, nasce em linda vertente,
toma-a sem medo, nem mágoa,
és clara e transparente.
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Se queres
o carinho de afortunada amizade,
que, sem dor, brota n’alma acariciada,
em tom ameno e consolador,
tens de mim mão e a sobriedade.
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Se queres
andar a dois,
sem medo da noite escura,
confiante hoje, amanhã e depois,
vamos unidos, não seja insegura.
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Dizem Serena...

Dizem Serena...
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Dizem que um poema alude,
e em branda quietude,
dentro d’alma sofredora,
transborda em magia.

Acredito que a poesia ilude
quem compõe c’alma e coração,
e quem o lê c’alma na solidão.

Há de se achar um meio termo;
serenidade não se encontra em bica.

Serena és flor em deserto ermo,
és dor em paz, palavra que suplica
um tanto de amor sem ilusão.

Ah, quem dera o dom supremo
ao poeta que vexado implica
em mandar-te um verso sereno,
buscando, quiçá, tempo ameno.

Ah que dera ter você ciência
que um ode não é dilema...
é só um poema,
embora brote d’alma,
doce tal flor açucena.

Ah, doce vida da vida, que pena,
tens o rosto cansado da dor
no entanto, Serena,
mesmo na dor és feita d’amor.



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Foste Tu Mulher

Foste Tu Mulher
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Foste tu, só tu, diva d’alma e mulher,
quem despertou, de novo, a lira poética
deste poeta que, maravilhado, só quer
agraciar-te com poemas soltos em ética.
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És tu, mulher, deusa de mim, e não qualquer,
vivendo e reinando no coração, eclética,
como anjo celestial, musa, garfo ou colher
transbordando meu dia em rimas e métricas.
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Teu jeito, mulher, é luz no alto, em candieiro
aluindo, com graça, a vida que era escuridão,
inspirando  os versos deste poeta seresteiro.
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Serei nobre contínuo sempre em prontidão,
na correria do dia, agraciado, alegre e ordeiro,
buscarei o tênue da vida; vivendo o coração.
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Novo Rumo

Novo Rumo
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Cansei de deter minh’alma nos pesares da vida,
abafar submisso o meu ser desventurado,
ocultando no ego a sanidade perdida
em lapsos de magia e amor, cansado,
apático, relapso e incoerente.
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Tomei um rumo em direção a utopia,
deixei de lado a solidão da noite negra
que assombrava a alma entristecida
transbordando o âmago, matando a poesia.
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Agora, Sol Pujante,  faço luz e alegria
canto as coisas serena da vida
entoando, sem dor, a beleza d’amor.



sábado, 1 de abril de 2017

Três Eras

Três Eras
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
De repente
aquela vontade tão grande de voltar
a ser o que era antes de ser o que agora sou;
um homem velho e vesgo, triste, taciturno
sombrio, amargo, vil e prepotente.
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Pesado em dias e noites amarguradas
onde busquei a justiça em vida atrofiada,
e encontrei tragédias, ódio e desconfiança.
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Cabale-ei sólito fardado nesta estrada,
esquecido do meu tempo de criança,
buscando o amanhecer em novo dia,
e o meu novo dia não tinha a poesia.
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Aposentei
coloquei a farda no armário da existência,
as divisas e medalha no museu da parede.
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Fiz quadro fixo e adornado,
mosaico quadrado do que fui
antes de ser o que agora sou.
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Hoje
dolente e sem esperança,
outro em longo tempo de espera,
não voltei ser o que fui
antes de ser o que agora sou.
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Fui um moço alegre e cantador
calça boca de sino sem frescura,
cabelos longos e cacheados,
alma grandiosa e segura,
um hiper de beira d’estrada,
que fumava e cantava o amor.
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Hoje alma pesada e cansada
tinjo no bloco palavras em dor
...desoladas.




Ó Sol...

Ó Sol que, em luzes acaloradas invade meu quarto e alma, mostrando a tua pujança em amor e cuidado. Sustentas a vida aquecendo o corpo e o âmago na sua essência. E, no inicio do dia, pela manhã, grita, com orgulho e vigor: renasci, é um novo dia e a vida continua...( Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento)

Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...