sábado, 11 de junho de 2016

Um ornato d'amor

Um ornato d’amor
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Tuas faces são rosas  douradas
de brilho leve e transparente.
*
Dulcificada em  tênue carícia,
trazes consigo o saboroso aroma
em extrato da essência excelente,
pingente, adereço de quem sabe amar.
*
És assim, simples e apurada
Sibila, fada do bem primordial,
natural em delicado sabor,
doce néctar condensado de vida,
acordado no mais casto amor.
*
Tua alma serena voa aos ventos
em um intimo badalar amoroso,
transportando a chama celestial.
*
Tuas estradas são de paz e harmonia,
tua essência é primo sem dor,
fundamental a quem canta o amor.
*
Serena, desfilas feliz na vida,
pois és feita na mais meiga carícia
e trouxe consigo um ornato d’amor.
*

domingo, 5 de junho de 2016

A Musa do Poeta

A Musa do Poeta
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
A estrela guia
Maré alta, navio a deriva
Poeta sofre a doce rotina
Suave poema, bela poesia
Traço a traço
Versos traçados a lápis
Suave compasso
Na valsa um passo
A Diva do Paço
Litoral, praia e maré
Capital, moça firme e valente
Interior, até breve ou inté...
Um pé de café
Ah, a musa faz um bem pra gente
Mas o certo e direito
É tratar com muito respeito.




Cel Fabrício Pilar

Cel Fabrício Pilar
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Na triste e terrível revolução da degola
momentos de desalentos e dor,
onde o inimigo era morto com tiro de pistola,
ou sem piedade, misericórdia ou favor,
cortado bem rente a gola,
sangue vermelho correndo ao raso,
golpe certeiro e covarde,
surge um grande guerreiro,
honrado e grande soldado,
chimango lutador imbatível,
aguerrido e peleador
valente, guapo, homem de valor
moldado em entreveros e rusgas diversas,
fibra patriótica de grande republicano
vitorioso em circunstâncias adversas,
leal, caridoso, amigo e companheiro
respeitador do inimigo prisioneiro,
não degolava,
pois a todos respeitava,
nobre, cavalheiro e escritor,
quiça, também, um sonhador.
-
Das armas afeto
a todas tinha o respeito
e delicado modo de tratar,
pois sabia que eram o seu salvar.
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Mauser de repetição,
Winchester e comblain,
um tiro e um homem no chão.
-
Metralha sorreteira,
lança de pau guamerim,
pistola, tiro latente e derradeiro,
espadas, gládio perverso,
adaga e facas afiadas,
são tantos os golpes diversos.
-
Tempos difíceis,
vidas que partem ao infinito,
nada é belo,
nada é bonito.
-
Anda na vanguarda o piquete
na frente 0 grande ginete.
-
Avante cavalheiro,
tua segurança é o memsageiro.
-
Avante companheiro
avante, espada na mão,
Capão das Laranjeiras,
terrível bala certeira
nem pode agonizar
o Grande Fabricio Pilar.
-
(Revolução de 1893
+ Capão das Laranjeiras
em 06 de Setembro de 1894)
-





sábado, 4 de junho de 2016

Serena de muitos a luz

Serena de muitos a luz
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Dulcificada em tênue essência,
magia de enternecimento,
tens em si a doce poesia,
fluência do meigo idílio.
*
Meu vício é teu contentamento
em chama ardente, energia
que traz consigo o bem
caricia que faz do mouro carente
um lírico salaz em casta euforia.
*
Serena, tu és tão bela musa perene
que soube reter sem ônus o puro,
em singelo coração d’ouro,
teu imaculado e casto tesouro
é etéreo sidéreo celeste, ponto de luz
que a todos reluz, forte e seguro.
*
Serena teus passos na vida produz
um belo valsar que a todos seduz
harmonia em forma tão meiga,
sem dano, pecado ou malicia
existência por ser de muitos a luz.
*


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Se penso em ti

Se penso em ti
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Terei vigor de sarraceno mouro e valente
em estradas, anátema e arguido em dores,
qualificarei meus anseios, pesares e amores
perdido em mim, confuso dúbio e incoerente
indescritível por ter paixão doce e sublime
que roga auxilio divino e elevado,
coração, carinho de vida e diligente.
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Meu versos são meros inversos sinceros,
com nexo em reversos, transcendente,
pois abertos, dizem conforme penso,
se penso em ti fico perplexo e contente.
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A vida da gente

A vida da gente
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
É verdade que a vida da gente
parece que é mole, mas não é...
é flash de luz incandescente
abrasador, cálido e ardente
que arde impetuoso na mão
feito urtiga ou densa paixão.
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A vida se corre pra frente,
pra traz quem corre é caranguejo,
não fique dormindo em linda pousada,
pois atras vem muita gente,
ambiciosos, com mil e um desejo,
se puderem te tiram da estrada.
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Dissertando o meu viver

Dissertando o meu viver
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Tentarei ser didático no meu canto,
autentico e real, me permito a crer
que suave, mas não dado a planto,
priorizo o aceno e guardo na memória
vitórias e revés aguçando  o meu viver;
se me envolvo é afago ao compromisso,
ou subsídio a uma paixão de puro encanto.
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As minhas efemeridades são ricos jardins,
esverdeados e ornados em rosas e jasmins,
manuscritos e cronicas, de jornadas e memórias
narrados em pinho grosso, frutos de mil histórias
originados e modeladores de uma fina biografia.
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Não sou flor, ameixa ou decepção,
mirabela afermentada em álcool azedume,
compactuo com a vida em paixão,
misturando o fel com o dulcificado,
pela vida sempre apaixonado.
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Sei lá, este é meu costume,
poeta, rude e não perdido,
vivo a vida tranquilo
vivo a vida enamorado.
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Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...