sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Lição

Lição
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Olho pra traz e vejo
um mundo coberto em trevas.
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Excluído de si, minha alma penava
martírio em triste despejo,
e solitário na noite soturna campeava
um fio de quimera escondida
em dejetos de beira de estrada.
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Tresloucado, sem razão nem juízo,
confundia entrega prostituída
com os prazeres de vida.
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A cada passo em busca do vil
era um tranco, batalha perdida.
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Um dia a medida transbordou as borda
derramando a seiva que trazia a esperança.
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Nesta hora a alma morre ou acorda.
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Sorri novamente em bela pujança,
não morri
só limpei o pó da jaqueta.
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A vida é dura
quem é forte aguenta.
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Vício

Vício
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Em passos incertos percorrias os caminhos da vida,
dançavas a valsa vistosa vestida de cinza,
despreocupada com a lâmina cruel e feroz.
Teu brilho, triste embaralho da melodia perdida,
era um logro, porquanto tinha tão pouco pudor,
a luz negra engano terrível, urdia atroz,
tramando uma pedra no caminho, sem dó.
E tu, iludida, via no espelho a amiga bonança,
em cantos e encantos, pois foste alegre moça-criança,
no entanto perdeste a oportunidade de buscar o amor
equivocada, os vícios cegaram teus olhos comprimidos.
Chegou a tempestade, companheira do arrependimento,
era tarde, a vida enredada com espetros vencidos
atou em laços lúbricos o que era para ser tenaz.
Em vícios degradantes trilhaste tua estrada,
cego consumo banal, viseira de luxo, procela sem dó,
hoje cabisbaixo e sozinha andas tão só.


sábado, 15 de agosto de 2015

Ciume

Ciume
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Não tem sentido
viver a vida amofinado e sem tranquilidade
olhando as horas que passam aborrecido
e perseguido, angustiado por tão triste ansiedade,
entregando-se, amortecido, a chaga ignóbil e repelente
que arde n’lama do fraco desafortunado
e transforma um humano em ser repelente
distante de si, em amargo fechamento.
*
Tão torpe sentimento.
*
Há quem pense que o ciume é sentimento de apego
que, se fraco, adoça ou tempera o amor,
acredito que não,
é despeito, inveja e forte emulação
que transmuta o prazer em dor
matando o afeto e tirando o sossego.
*
15/08/2015


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Acróstico: Beto Morais

Acróstico: Beto Morais
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Brindamos a amizade, companheiro
Estimo a cada palavra ou opinião
Tens o espirito sagaz. Humor e diversão.
O brilho de ser camarada, verdadeiro.

Modesto, sem vaidade impera a dignidade
O cordialismo amigo, homem correto,
Recatado por natureza, sincero e acessível,
A ti consideração, amigo de verdade
Integridade que te marca tão visível
Só me agradecer tua apreciável amizade.


sábado, 1 de agosto de 2015

Poderia Ser a Sua Filha

Poderia Ser a Sua Filha
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Mataram uma jovem cheia de vida,
pobre jovem da periferia.
No despontar de seus mais belos dias
foi violentamente surpreendida
pelo pavilhão aterrador da morte.
Triste sina, horrível morte.
A morte dos jovens é terrível
desconcerto das coisas natural,
desarmonia tão grande e bestial.
Mataram uma jovem da periferia
poderia ser a sua filha.
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A sociedade gaúcha perde uma flor
que labutava com fé e amor.



Inveja

Inveja
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Amargurado texto de história vivida,
sem paz, sem sonhos,
esquecido da sorte, sina libertina
em estradas perdidas,
sem paz, tristonho.
Nem há quem defina
o alienado anônimo
que transita em limo barroso,
sopeando a cloaca fedentina,
seu único patrimônio.
Choroso,
inveja o próximo
com mirada vil em indigna cobiça,
que desaira soberba e atiça
corroendo o extrato d’alma
matando a bondade e tirando a calma.
Inveja.

Acróstico: Cida Corci

Acróstico: Cida Corci
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Concentra a tua mente em coisas positivas
Invariavelmente as dores da vida machucam
Deprimem e fazem esquecer as boas ativas.
A ti foi dado a fibra de vencer, és vencedora.

Carinho aos que precisam dos teus cuidados,
Ondas de ternura, exemplo de postura.
Ri um riso sereno, vida firmada em integridade,
Cida, tens a sina forte, alma límpida e pura,
Integridade, teu baluarte de vida e veracidade.


Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...