Sem perturbar a pureza
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, O Poeta Sem Talento
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O mundo em volta não consegue entender,
e tolice acreditar ser os enleios em pensamentos,
arrebatamentos que esvoaçam levando o coração,
em ilusões que buscam um novo alvorecer.
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Andar na chuva descalço e com os pés no chão,
despreocupado da vida, sem pensar no amanhã,
saboreando as gotas cristalina que caem do céu,
no espirito a paz daquele que na vida tem fé.
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A tristeza é a fonte faz o choro n’alma verter
trazendo junto as mágoas que levam ao beleléu,
melhor é tecer no coração a manta da esperança,
esquecer da idade e voltar a ser uma criança.
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Lembrar que no alto daquele morro tinha um capão,
piquenique com suco de uma nova tangerina,
o sorriso amigo de uma amizade cristalina.
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O bonde não passa mais aqui, não adianta esperar,
toca o sinete que avança o tempo da multidão,
mas a gente fica parado bem longe desta confusão.
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É melhor olhar o céu sem perturbar a pureza,
sonhar mesmo que o mundo não consiga entender
que sonhar refresca a alma a alma e parte da nossa natureza.
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