domingo, 15 de fevereiro de 2026

Os amargores d'alma

Os amargores d’alma

*

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

*

Cismo c’as faces inquietantes,

olhos esmorecidos e retraídos,

a alma esvoaçando aos ares

direcionada a lugares distantes,

na procura de um fado desconhecido.

*
Amargo a sorte mirrada e mal direcionada,

destinada ao encontro com o vazio insignificante

das torpes do fadário do esquecimento.

*

Atento em mim que o mundo de todo o mundo

é sortilégio aéreo e abstrato e incógnito,

para o bem ou para o mal,

a mercê do ocaso no próximo segundo

ou da sublime benção celestial.

*

Me impacienta a arrelia em cada momento,

o incerto é o abalo em triste tormento.

*

No acobertado não há encantamento.

*

Eu gostaria de ter sempre uma mensagem de paz,

mas, na ingenuidade avançada,

com os anéis perdido em estradas passadas,

me dói n’alma aquelas frases entrelaçadas

que prometiam os céus em nuances e cores,

entregando depois os amargores.


 

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