Em forma de aquarela
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Curvado, como a árvore chacolhada pelo vento,
mesmo em nódoa que avassala tristemente,
eu não me tornei opaco e nem indiferente,
no peito o meu coração esbaja bom sentimento.
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Eu olho a minha imagem no espelho refletida,
se por momentos, em meio a amargos fados,
eu titumbiei ou andei em estradas perdidas,
nada pode amargar, eu não me sinto culpado.
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Deixai de culpar-me de forma inadequada,
hoje eu só respiro amor, carinho e ternura,
nada mais pode abalar a minha alma segura,
momentos diversos que temos na jornada.
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Da vida eu já passei por aquela cancela,
liberto eu corri o mundo sem medo da estrada,
encontrei princesas, duendes, divas e fadas,
dissolvi todas as cores em forma de aquarela.
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