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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o
Poeta Sem Talento
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Eu não tenho a eloqüência dos eruditos,
A oratória me falta por demais,
Na veemência me complica o não dito,
Escondo a miúda o que me tira a paz.
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Barco que navega em mares estranhos,
Sou um tipo dado a procura,
Fruto da vida entre perdas e ganhos,
Estradas de fados, ocasos ou venturas.
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Na natureza eu observo a sua beleza,
Do mundo eu nada levarei comigo,
Um pingo de soberba em falsa nobreza,
Todavia jamais fujo do perigo.
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A sibila eu adorno com os meus versos,
Poeta, eu não me conforma o ódio e a dor,
O meu escritório, às vezes, é universo,
Então, absorto, eu assobio um canto
d’amor.
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quarta-feira, 22 de maio de 2024
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