quarta-feira, 20 de setembro de 2023

E hás de vir

    E hás de vir
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
E hás de vir, sim
Hás de vir como na profecia do profeta,
O sonho do visionário arcano,
Ou na doçura d’um poema do poeta
Em versos místicos e profanos.
Hás de vir.
*
Hás vir na densa névoa aquela,
Que furtivamente  entra pela janela,
Espantando a solidão
E iluminando a escuridão.
Sim, hás de vir.
*
E quando chegares
Encontras no meu no bloco amarelo
Versos que fluíram em tristes ares,
Doces, mas entristecidos cantares
E doloridos anelos.
*
Hás de vir, sim.
E, na névoa da tua sublime presença,
Não será uma simples fantasia,
Serás a realidade da tua alma e essência,
Orientado o desvairar de uma poesia.
*
E hás de vir na realidade dos meus sonhos,
Uma  realidade que é turva e tempestuosa,
Centrada em caminhos tristonhos,
Mas ainda cheia de quimeras e utopias
*
Hás, sim, hás de vir.
*
E, nas minhas fantasias,
Tu hás de vir, sim, como uma rosa,
Em tão meigo olhar ou em uma poesia.
Hás de vir, sim.
*



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