Vejo-te; pois tenho a imagem tua fixa na mente
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Vejo-te;
pois tenho a imagem tua fixa na mente,
distante como a lua, mas sempre presente.
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Guardo-te
em cada poema sem rima ou nexo;
sem ti desafino e fico perplexo.
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Tenho-te;
em horas incertas no pensamento
imagem rasante, como o vento.
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Sinto-te
n'alma em clara e suave melodia,
tão doce que vira poesia.
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Amo-te
em profano amor casto e delicado;
sempre e sempre ao teu lado.
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E o tempo não vai fazer virar pó,
o infinito é ilimitado,
paraíso dos poetas destemidos.
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Em sonatas tristes e sem dó
cantarei minhas dores, mesmo perdido.
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E eu vagarei em vagos e pensamentos,
serei eterno mouro diligente.
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Buscarei, quiçá nos ventos,
ou em rios de clara vertente
a tua imagem tangente.
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Vejo-te
pois tenho a imagem tua fixa na mente.
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