quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Tiranossauro do Agreste

Tiranossauro do Agreste
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Tens o rigor sinistro da lei perversa
e a razão de quem tem ódio no coração,
impondo o ranço maligno com a adaga na mão.
*
Maltratas o pobre parvo que leva a vida adversa.
*
Tiranossauro do agreste, não temes represaria,
és ilimitado rei déspota no próprio escárnio.
*
Na mão o gládio temeroso, carnificina assombrosa.
*
Os teus gestos são ordens suprema; a perene mudez.
*
Esqueceu-se de Deus, do amor e da rosa.
*
Perdendo o juízo, vives agora em estupidez.
*
Teus olhos são orifícios irradiante do negativo,
como dragão cuspidor proferes sentenças punitivas,
assim tu segues até te forçarem o silêncio,
cortando tuas asas e destruindo tua fluidez.
*
20/12/2015


Canção para um irmão

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Acróstico: Maria

Acróstico: Maria 
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Molde num quadro de puro amor
A mãe de cristo simboliza a virtude
Resplandece ainda em luz brilhante
Iluminada, viveu, sorriu e sofreu em toda plenitude
Afortunada é exemplo de afeição até na dor.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Serena do jardim do amor

Serena do jardim do amor
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Amada, tu és tal flor em dia sereno
adornando um jardim encantado,
tão bela, querida e adocicada,
sustenta com teu jeito meigo e educado
a utopia e ilusão em um coração sarraceno,
e se um dia partires em revoada,
o mouro aquietara-se, no intimo amargurado
calado, com o coração pequeno.
*
Fixo com o olhar no pêndulo da parede
verá o mundo desabar,
pois não há pesar maior que a saudade,
suave e doce melancolia,
que suaviza o poeta em terna melodia.
*
Amada Flor, dulcificada em néctar delicado,
serena, gentil e sossegada,
onde moras existe um horto em amor
com as mais belas e coloridas flores,
cultivadas em mão suave
doce e perfumada,
são rosas, orquídeas e jasmins.
*


sábado, 26 de dezembro de 2015

Instantâneo e passageiro

Instantâneo e passageiro
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Foste a diva maliciosa,
visita inesperada,
encanto, delícia, amada
perfume da rosa.

Enchi meus olhos enternecidos,
vivi cada momento,
senti a delicadeza do teu olhar,
cresci em terno sentimento.

Depois, compadecido,
vi a utopia perder o encantamento,
foi mera ilusão, erro da mente,
instantâneo e passageiro,
perdi o traço ao sabor dos ventos.

Há de saber que o tempo marca uma história
faz brincadeira e pirraça,
as vezes, só por pura picardia.

Teimoso e perdido, não acho graça,
mas vou seguindo meu dia,
marca tua presença em minha memória.



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Meu olhar e as estrelas

Meu olhar e as estrelas
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Quando o meu olhar se perde nas estrelas
lembro e fico reduzido, da terra tão distante,
volto o tempo e o mundo num só minuto,
sinto eu e você, no coração.
*
Foste musa, foste donzela,
eu, extenuado cavaleiro andante,
com uma rosa ao teu atributo,
um olhar e uma paixão.
*
O destino cobrou sua tutela,
tudo passou num instante,
prostrei meus olhos ao infinito, diminuto,
resta só recordação.
*
22/12/2015


Canção para um irmão

Canção para um irmão
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Brindemos a supremacia do amor,
vamos cantar a brisa e a poesia
um mundo novo, mundo sem dor,
este é o inicio de um novo dia.
*
Cada pessoa tem o seu olhar,
olhe o irmão como quem olha um irmão
sinceridade nos olhos, amizade
e paz no coração.
*
Não estamos só nesta estrada,
em cada nota há o som de uma nova canção,
no coração existe um motivo pra cantar.
*
Sorriso aberto, de bem com a vida,
em direção ao infinito,
tudo passa, tudo passará,
estenda a mão
ofereça a simpatia e o perdão.
*
Acredite; é o inicio de um novo dia.
*
O mundo não está deserto
cada um tem o seu amigo
cada um tem o seu irmão.
*
Lembre o certo mais certo é o amor.
*
22/12/2015


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O bom velhinho

O bom velhinho
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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O bom velhinho caminha na rua escura,
orgulhoso da vida, missão cumprida.
*
Vida sofrida,
sofrida é a vida.
*
Passo lento, pensa na vida,
no coração carrega ternura,
na alma as desventuras.
*
Vida sofrida,
sofrida é a vida.
*
Papai Noel está de saco vazio,
já esteve cheio.
*
Vida sofrida,
sofrida é a vida.
*
Ruas escuras,
caminha sem receio,
ilusão ou devaneio,
a vida lhe jogou a escanteio.
*
Vida sofrida,
sofrida é a vida.
*
Sem dinheiro o psico não aguenta
é preciso bico,
se não tiver a vida arrebenta.
*
Vida sofrida,
sofrida é a vida.
*
Um trago a mais não faz mal,
beber no serviço
nunca foi normal,
pior é não cumprir o compromisso
diz isso, pois nunca foi omisso.
*
Vida sofrida,
sofrida é a vida.
*
Caminha, caminha...
Torra na mente
o efeito da caninha.
quem toma todas sente.
*
Vida sofrida
sofrida é a vida.
*
Amigo da cachaça,
mas é gente boa,
não faz arruaça,
nem fala coisa atoa.
*
Vida sofrida
sofrida é a vida.
*
21/12/2015
*


domingo, 20 de dezembro de 2015

Coração e verdade

Coração e verdade
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Sonhei a eternidade em um minuto,
e você estava presente, ao meu lado,
as estrelas no céu a brilhar,
noite dos corações apaixonados.
*
Nada na vida será vã ou diminuto,
se você estiver ao meu lado.
*
Viverei a vida em riso e alegria,
vibra no ser vigorosa armadura,
fibra de homem coração no peito,
doce e suave sentimento, é direito,
envolve a alma tênue em candura
envolvente harmonia, adoçante;
é poesia.
*
Te amarei para sempre, amiga amante,
serei amigo, leal companheiro vigilante.
*
E seremos, após, na eternidade,
dois na imensidão,
coração e verdade.
*
20/12/2015


Tiranossauro do Agreste

Tiranossauro do Agreste
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Tens o rigor sinistro da lei perversa
e a razão de quem tem ódio no coração,
impondo o ranço maligno com a adaga na mão.
*
Maltratas o pobre parvo que leva a vida adversa.
*
Tiranossauro do agreste, não temes represaria,
és ilimitado rei déspota no próprio escárnio.
*
Na mão o gládio temeroso, carnificina assombrosa.
*
Os teus gestos são ordens suprema; a perene mudez.
*
Esqueceu-se de Deus, do amor e da rosa.
*
Perdendo o juízo, vives agora em estupidez.
*
Teus olhos são orifícios irradiante do negativo,
como dragão cuspidor proferes sentenças punitivas,
assim tu segues até te forçarem o silêncio,
cortando tuas asas e destruindo tua fluidez.
*
20/12/2015


sábado, 19 de dezembro de 2015

Amada Flor

Amada Flor
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Amada Flor, tu partistes em direção ao vento
tranquila, em doce sonho de Morfeu apaixonado,
levas-te consigo a alma diligente do ser que ainda sente
aquele repique amaro de quem vive o que sofreu.
*
Amada Flor tua lembrança acarinha o desalento
doçura delicada em tropego coração amofinado,
o teu perfume ainda fascina o ego tão docemente
contristando, a si, pela incoerência do Destino indolente;
és saudade.
*
Amada flor, eras a Diva envolvente fantasia,
cume do que foi doce encanto na alma e na mente.
*
Silenciosa, de longe assistes a trajetória
de quem encalacrou-se em névoas e memorias,
perdendo o senso da vida e do dia,
mas preso ao idílio do devaneio em casto sentimento.
*
Amada Flor foste a primeira
e serás sempre a derradeira.
*


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

As borboletas

As Borboletas
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
A sorte das borboletas é voar sobre jardins perfumados
adornadas em mil cores e misturadas a flores,
enfeitando o mundo, belas e apaixonadas.
*
Brancas, azuis, amarelas e pretas, misturadas
em cristalino e vistoso encanto, sem preconceito,
tal imponente que dançam e nunca cansam;
pra lá, pra cá, pra cima e pra baixo,
conforme seu casto direito.
*
Efêmera, mas alegres e ditosas,
bailam em simplicidade e beleza,
frágil, mas princesas da natureza.
seu voar é felicidade
decorando a realidade.
*
Das flores
os seus sabores,
doce néctar.
*
Metamorfose ou transformação?
Acredito em libertação.
*
14/12/2015


domingo, 13 de dezembro de 2015

Torre de Babel

Torre de Babel
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Casca dura, mente mole,
riso curto, dor no abdome,
segue teso rumo ao nada,
mente presa e educada,
vai até com fome.

Tosco e tenso, engana a prole
suado se consome,
fecha a rua, fim de estrada.

Cruza a mão, não faz nada,
um apoia, outro não,
que baita confusão.

Não há delito e nem castigo,
dá um tapa esconde a mão,
capina a gente,
aproveita e mente,
que grande confusão.

Tem festa no céu,
Torre de Babel.


Somos todos poetas

Somos todos poetas
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Apeteço olhar nos teus olhos, regalo com vida,
percorrer a distância do espaço-tempo  ilimitado,
marcar território e viver sem dividida.

Sorrido pomposo desfastio de amor serei ego perene
em regozijo e prazer de poeta equilibrado.

Cantarei em cada verso um ode de licor.
lirismo  encantado de quem vive o amor.

Serei companheiro de seres ladinos
que sem malícia se entregam ao arauto,
porta voz do afeto mais cristalino,
o tênue sentimento d’amor.

Pintarei orlas celestiais com brochura douradas,
num livro de história sem fim em estante guardada.

Há quem diga que o poeta verseja em rima só o momento
esquecendo do oficio despachado pelo Supremo,
pois ajustou-se, o bardo, com o mundo que vemos,
um mundo vago d’amor e sem sentimento.

Lero e terrível engano, o sensível sonhador
é como toda esta gente
que sonha e vive um sentimento.

O poeta sou eu, tu e ele
somos todos assim, sonhadores,
vivemos num mundo
tal qual as nossas cores.
-

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

É tão lindo o amanhecer de um novo dia

É tão lindo o amanhecer de um novo dia
*
Autor: Maria Célia Teodoro e Luiz Alberto Quadros Gonsalves
*
É tão lindo o amanhecer de um novo dia,
melhor ainda se for recheado de amor e alegria.

Os pássaros, tão belo o seu cantar,
adoçam e fazem da vida suave paladar.

Poemas em livros encantados,
sonatas em terna e doce carícia
no brilhar do sol, em azul celeste.

Serei da vida eterno enamorado,
vivendo em amor e fantasia?

Tudo é tão lindo, poesia...

Abra a janela e sinta o aroma silvestre;
é vida, amor em suave e doce melodia,
o nascer de um novo dia.

Eleve a Deus uma prece.

É tão lindo o amanhecer de um novo dia...

Ó Deus Pai de Infinito Amor e Sabedoria,
agradecemos por este presente maravilhoso...

A nossa vida e tudo ao redor...

Agradecemos por tudo
que o senhor nos concede com fervor.

Qual amado é o nosso Deus,
criou o céu, a terra e o mar...

Fez o universo esplêndido
e seus filhos para amar...

Como é lindo o amanhecer de um novo dia,
podemos respirar, trabalhar,
estar com amigos e família
vivendo em harmonia.

-         

Exuberante

Exuberante
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Exuberante,
amiga e amante,
modelo na vida,
passarela dos sonhos,
doce fantasia.
-
Bela é
a luz que te ilumina.
-
Graciosa,
linda e formosa.
-
Segues nas tuas estradas,
com brilho dourado, cintilante,
querida e amada.
-
Ilusão de muitos, no dia,
prazer e fantasia.
-
Vives o glamour,
desperta a cobiça,
inveja e o ciume.
-
Sóbria atiça,
no peito, a singeleza,
embora tanta beleza.
-
És assim,
por natureza,
despretensiosa.
-
Teu charme e encantamento
despertam mil sentimentos
e pensamentos.
-
Volúpia
prazer em sentir,
olhos a luzir,
loba,
magnetismo
e fetiche.
-
És fogo, amor e paixão,
penhasco e abismo,
rosa ou damasco,
bela e formosa,
no peito é certo
um terno coração.





terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Solidão

Solidão
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Foges do mundo
sumido no ego,
assim tu segues
tão mudo.
*
Não pensa em nada
e examina a tudo...
*
Pena
estar só, na estrada.
*
Comendo o pó.
*
Perdido em si,
vazio e precificado.
*
Quanto tu vale
na tua fragilidade?
*
Quem colocou o preço
se ninguém te tem apreço?
*
Coberto em medos
num grande deserto,
tremulo,
em cima do muro
assistes o nada em volta
sem dor, nem revolta.
*
Perdido no olhar,
nada a declarar.
*
08/12/2015


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Perdido d'amor

Perdido d’amor
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Muitas cantei uma canção d’amor
perdido em vazio interior, sem vida,
desfalecido, com tal egomania
que mesmo transportando imensa dor
fingia entusiasmo sem ter uma saída.
-
Era o opaco do dia,
sem a luz da clarividência,
análogo da incoerência.
-
Perdido, esvaia-se o meu mundo em volta,
diminuído o fogo volátil
que fixa a tenacidade
firme não solta.
-
Perdido d’amor
sem ter amor.
-
Era a névoa da incerteza
maldosa maldade,
fria, indolente e inútil,
transformando um homem
em fragor de dor
sem volta.
-
Perdido d’amor
sem ter amor.
-    

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Outro Ode a Serena

Outro Ode a Serena
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Serena Flor, tu és a vida coberta em rosas
perfumando  a plateia atenta e feliz.
*
Corres tão solta, sublime, alegre e formosa,
enfeitas a passarela do doce fascínio
de quem admira teu jeito tão meigo.
*
Divina, maravilha de um leigo,
embevecido, absorto e sem raciocínio.
*
Serena, tua essência é êxtase em alegria,
prazer e encantamento,
teu sorriso faz um bem para a vida,
belo sentimento,
iluminas mil almas perdidas
com teu jeito tão claro e faceiro
de bem com a vida.
*


Um homem privilegiado

Um homem privilegiado * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Eu moro em um local privilegiado, os meus viz...