domingo, 12 de abril de 2015

Receio

Receio
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Receio ser um dia porta fechada ao que sofre a alma alheia,
caneta sem tinta, papel borrado , chama que cansou de arder,
vago no andar, passo tão lento, afastado de quem anseia
um gesto atento, um olhar sereno ou um simples dizer.
*
Receio ter a alma cansada da dor, do amor, do viver,
das coisas tão simples, sem ambição, deitado na areia
assistindo deslumbrado o sol no mar comedido a nascer,
sem a vontade de abrir  o meu dia, saciado pela ceia.
*
Receio perder a vontade dos prazeres da vida
e virar zumbi, sem voz, perdido ao sabor dos ventos
néscio, opaco, sem lustre e nada de sentimento.
*
Na certa seria só mais um morto andando na avenida
sem senso, inconsciente, olhos fixos e indolente.
Receio criar uma alma pesarosa, chorosa e perdida.
*
(12/04/2015)



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Um homem privilegiado

Um homem privilegiado * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Eu moro em um local privilegiado, os meus viz...