Finório
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Finório, na sua malícia, sempre foi um
velhaco
macaco do mal, ladino,
espirito de porco, maníaco.
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Depressivo nunca foi,
embora tenha a bula na cabeça
e o atestado no bolso, cretino.
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Não trabalha, não mói, não se moí...
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Existe?
Finório é um caso tão triste,
de piranha nunca foi boi,
jogava outro na frente,
sua genialidade não há quem meça.
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Malandro, malvado e insolente,
aprontou pro amigo Messa.
(Coitado caiu numa peça,
-“Quem mandou não ser prudente?” )
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Finório, homem amargo e cretino,
leva a vida sem ser cristalino,
procura sempre o torvo, pobre otário,
pra taipar mais um destino.
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Bilhete do conto, estelionatário,
malandro e temerário,
apronta até em festa de aniversário.
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Finório é bicho tão triste,
como ela outro não existe,
candidato a lograr até o vigário.
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Finório não é cara solidário...
Finório é um cara tão solitário...
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