domingo, 9 de novembro de 2025
Para 2026
sábado, 8 de novembro de 2025
Consciência
Consciência
*
Autor: Luiz
Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Eu sigo a minha
estrada firme e confiante,
as amaras do
passado parecem não mais me abater,
na tez o tenso
deu lugar a candidez,
um dia depois o
outro pensando no que vem adiante.
*
Carrego comigo
esperança e fé,
aconteça o que
acontecer
eu não a perco
lucidez.
*
É verdade, a
saudade anda sempre ao meu lado,
ela lembra dos
meus momentos felizes,
momentos meigos
no passado
feitos em
efeitos pensados
e outros
concebidos em delizes.
*
Me apetece um
brinde para o que passou,
eu trilhei uma
estrada em pedras cristalinas,
o mal eu nunca
preguei,
o bem eu sempre
busquei,
uma vez que eu
sempre temi a Justiça Divina.
*
Um dia haverá
um fim nesta longa jornada,
mas eu não temo
o mundo aqui jaz,
confio no que
deixarei lá atraz,
sou feliz nesta
longa caminhada
e isso me deixa
em paz.
*
08/11/2025
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Eu não tenho medo da vida
Eu não tenho
medo da vida
*
Autor: Luiz
Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem
Talento
*
Eu não vou
mascarar a vida
pelo medo do
que tenho pela frente,
o destino de
cada um de nós é desconhecido,
e o sofrimento
é parte da vida da gente.
*
A nossa jornada
não só jubilos e contentamentos,
existem aqueles
momentos sombrios e escuros
em que a
angústia pesa n’alma incipiente
assombrando
além do limite quem está inseguro.
*
É preciso ter o
tato com a vida na dificuldade,
olhar as
estrelas que estão no céu a luzir,
não ser afeito
a mentira e inimigo da verdade,
reza comigo a
certeza de que não há de se fugir.
*
Eu quero o
mundo na sua beleza e dissabores,
ser amigo e
estar seguro ao pulso que bate ao lado,
saborear a
doçura de um delicado morango,
sentir a gordura
de um envolvente avelã,
dançar a valsa
dos namorado ou até mesmo um tango;
ximango casca
dura, eu não esmoreço em um divã.
*
Não contem
comigo para ter medo da chuva,
eu andei solito
em ruas imundas e escuras,
na minha
jornada conheci senhoras em belas curvas,
c’as
experiências da vida e uma alma tão pura.
*
Eu não tenho
medo da vida
e nem corro do
que eu tenho pela frente.
*
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
Divagação sobre a violência
O conselho
O conselho de vida que eu gostaria de poder dar ao meu eu mais novo é:
*domingo, 2 de novembro de 2025
Sim, eu sonho contigo
Sim, eu sonho
contigo
*
Autor: Luiz
Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Sim,
é de verdade,
no frio da
noite triste e silenciosa,
as vezes eu
sonho contigo
em um lindo
jardim ornado, airosa,
uma flor
distante desta realidade.
*
Sim,
os meus sonhos
não são vagos e diversos,
são constantes
e pueril,
sonho d’amor
que pouco se viu,
amor silente e
deprimido,
mas nunca sonho
d’amor perverso.
*
Sim,
és para mim
como a Taça Sublime do Sant Graal,
amor coerente e
diligente,
amor n’alma que
eu nunca vi igual,
uma vez que
terno amor é doce doce e inocente.
*
Sim,
é sonho de
extrato da vida experiente,
posto se
impossível sonho acalentado,
não há de se
negar o esvoaçar alado
de um coração
que sente.
*
Sim,
não nego que na
maturidade dos meus dias
ainda guardo no
peito o amor e fantasia,
as vezes eu até
esvoaço aos infitos
em versos
meigos e tão bonitos.
*
Sim,
nestes tempos
dificeis e divergentes
eu uma aura
leve e descomprometida
com tudo aquilo
que atazana a vida
e faz mal pra
tanta gente.
*
Sim,
eu fiz de ti
deidade plena e permanente
e isto pode até
ser alavanca de fuga deste surreal
que é esta
desordem coletiva e intransigente,
que coleta a
mágoa e angustia efervecente,
e isto faz um
mal pra muita gente.
*
Sim,
diva que é o
alicerce da minha poesia,
sonhar contigo
é colorir a vida
e esquercer das
angustias deste mundo desigual,
é ter-te, mesmo
não tendo, uma dose do teu amor,
vertida e linho
e visto glamor.
*
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
Um poema
Um poema
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem
Talento
*
Foi somente um poema,
um poema de amor,
tão simples, sem dilema.
*
E o poema
falava da rosa, um flor.
*
E o poema
era dedicado a Rosa, o seu amor,
mas era tão simples o poema.
*
E o poema
fez a vida esvoaçar em seguraça plena,
não haveria medo e nem dor.
*
A vida valia a pena.
*
E era só um poema;
um poema d’amor.
16/03/2015
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