terça-feira, 27 de agosto de 2024

Enfrenta e resiste

Enfrenta e resiste
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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N'alma confinada um sonho d'amor,
amor que c'as faces desordenadas e iludidas,
perdeu-se no emaranhado da vida
e agora carregado em agonia e dor
curva-se ao fado do intempérie salaz,
sem ao menos um momento de paz.
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E os dias carregados em minucias desajustadas,
ocultas nas arestas do tempo perdido,
transformam-se em brumas de noites nubladas,
longe do real, em tempo de descarte e alaridos.
E as borboletas fogem assustadas e tristonhas,
perderam a pose soberana de quem sonha.
*
Mas nem tudo é perdido na vida e na existência,
haverá sempre um espaço para o amor verdadeiro,
o ser humano sonha conforme a sua essência
e busca nas estrelas um doce anjo mensageiro.
Uma vez que para quem teme o mal existe,
mas quem confia em si, enfrenta e resiste.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Para Tentar o Acerto

Para Tentar o Acerto
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Diante do cotidiano, acossado e insano,
como sementes vivas e vindouras,
em essência divina e coração humano,
somos jogados aos ventos do vil destino,
buscando prazeres e encontrando amarguras.
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As faces do indeterminado são múltiplas,
às vezes sorrisos nas dores da tristezas,
outras vezes, na alegria, perdemos o tino
e, no choro feliz, encontramos a natureza.
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E, quando o amanhã no hoje se transforma,
olhamos para o presente, que já é outrora,
pensamos no que poderia ser de outra forma,
refletimos que ganhamos e perdemos "naquela hora".
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Talvez, na mesura dos tempos perdidos,
a gente se defonte com a nossa perversidade,
e sinta vergonha dos tempos idos,
mas a desculpa é doce no arrependimento,
embora a gente saiba que no fundo é maldade.
e, para tentar o acerto, o agora é o momento.
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domingo, 25 de agosto de 2024

A dor o amor sempre supera

A dor o amor sempre supera
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Eu ti procurei no vazio da noite sombria,
vagava em apática e opressiva comoção,
longe do festivo luar, infesto e sem a poesia,
em mim o desanimo agregava a dor e solidão.
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No rascunho de mim um aperto em agonia,
a pena sofria sem nuance e nem coloração 
no bloco da vida só quimeras e utopias,
o fadado escrito não tinha coração.
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De repente, não mais que de repente,
nos teus olhos eu senti a festiva primavera,
no teu coração a ternura em linda vertente.
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Deixei de lado a dor que agora já era,
encontrei-te na lua clara e luzente,
aprendi que a dor o amor sempre supera.
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sábado, 24 de agosto de 2024

Quero exorcizar tudo o que não presta

Quero exorcizar tudo o que não presta
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Ao que pese todas os pesares do mundo,
e a mim dores, apertos e amarguras,
eu sigo com a leveza d'alma e não afundo,
das coisas do mundo só quero ternura.
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Quero exorcizar tudo o que não presta,
retirar as pedras que barram os caminhos,
limpar as beiras, as bordas e as arestas
e, colibri alegre, em um canto fazer o ninho.
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 Quero vivenciar até o último dia,
sorrir como um fidalgo de mão dada com a bela,
em amor, no bloco, escrerver a derradeira poesia,
depois eu vou pousar a caneta na página amarela.
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Vou sorrir a última vez a este mundo perverso,
por aqui em várias estradas desacautelado eu andei,
deixo amigos e inimigos também, eu confesso,
e digo ainda, pela vida jamais acovardei. 
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quarta-feira, 21 de agosto de 2024

É tempo da sibila, tão doce fada

É tempo da sibila, tão doce fada
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Pícaro, eu voo em direção aos infinitos,
levo comigo a minha essência sagrada,
não busco os deuses e nem fabrico mitos,
mas, em versos, buscarei a minha amada.
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A  oscilação dos ares incomoda, admito.
Alma leve e serena, c'as faces rosadas,
um sorisso nos lábios e um olhar tácito,
retrato da musa em minha longa jornada.
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Em letras douradas mil sonhos d'amor,
nos versos escritos, frases mal modeladas,
que buscam a bela em visto glamour.
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Para o mundo, não há tempo pra nada,
é tempo de deslumbrar-se em mel e ardor,
é tempo da sibila, tão doce fada.
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domingo, 18 de agosto de 2024

Em letras imaculadas

Em letras imaculada
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Afetuoso e cordial, tantos poemas eu te fiz,
corregados em sonhos, meigos e em bem-querer,
sublimes e distintos, querendo te envolver,
como um poeta extasiado ou alegre colibri.
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Busquei nos teus olhos a graça e a utopia,
nos teus lábios palavras d'amor e afeição,
na tua face rosada a paz e a poesia,
no teu corpo encanto, brumas e sedução.
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Na solidão da noite não dormida,
as pérolas eu armazenava no bloco amarelo,
aquele usado e surrado, parte da vida,
que com o universo enlaça o meu elo.
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A tua imagem de siblia, diva e transcente,
às vezes chega em névoas misteriosas,
trazendo vida, amor e poesia ao ambiente,
colorindo a inspiração com letras ditosas.
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Bem-fadada és o marco com o etéreo supremo,
aquela pétala de rosa em cada um dos versos,
a mais bela flor ou um poema doce e ameno,
que, em letras imaculadas, esvoação ao universo.
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sábado, 17 de agosto de 2024

A razão da minha existência

A razão da minha existência
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Distraido, inseguro e insensato,
sem tento, delirante e nem tino,
eu procurei manter o equilíbrio,
e seguir à passo largo o meu destino.
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Aflorei pétalas no meu caminho,
escrevi poemas, sonatas e fados
fui gentil, amigo e bom menino,
embora pisando em espinhos.
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A labareda da existência moldou assim;
um parvo catador com muito brio,
buscando a ternura dentro de mim,
esvoaçando em versos alados.
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Captei a sibila dos montes esverdeados,
beldade c'as faces serena e rosadas,
ornada divina em um pedestal dourado,
impelida em versos aos confins.
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Rosas, orquideas, violetas e Hortências,
adornos na linda coroa, leve e macia,
pois o seu olhar em suave e doce magia
é a razão da minha existência.
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Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...