segunda-feira, 29 de junho de 2020

E quem chorará por ti, menina?

E quem chorará por ti, menina?
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
E quem chorará por ti,
Pobre menina?
És apenas uma notícia no site 
Lembrando que o mal existe.
E tu que foi, talvez,
Uma criança alegre e sonhadora
Deixou a vida de vez.
E neste isolamento social,
A vida tão banal,
Mofina sorte, em festa junina,
Sociedade besta e cretina.
E quem chorará a tua morte, menina?
A policia não faz operação,
Decisão da justiça,
A bandidagem se atiça
E quem chorará, menina?
Nas ruas não há uma multidão
Nas tuas não há comoção
E tu partiste, foi morar com Deus.
Adeus!
E quem chorará?
{Aqui, distante, solidário aos familiares da menina Rayane Lopes, 10 anos, morta covardemente em mais uma chacina, no RJ, quando “supostamente” frequentava uma festa junina que, devido ao isolamento social, imposto como prevenção ao corona vírus, não deveria estar acontecendo.}

domingo, 28 de junho de 2020

És Rosa Molhada No Orvalho

És Rosa Molhada No Orvalho
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
E tu tens um jeito suave e ameno,
és sonho d’um poeta em meiga doçura,
sibila madura, encanto e fantasia.
*
Os teus olhos envolvem e cativam,
abalando as estrutura.
*
O teu ritmo é dengo e poesia.
*
És rosa molhada no orvalho,
ungida em casta e benta utopia,
umedecida em flores e fantasia,
e quando andas nas ruas e avenidas
os olhos te catam em gula e fantasia;
sensata e centrada não se embaralha,
levanta os ombro e segues; feliz da vida.
*


Nem pude te dar um adeus

Nem pude te dar um adeus
{A Serena Flor}
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
E tu vens! Quando a noite inicia
Em nevoa sublime e saliente
Vestida em seda pura, me alucina
És anjo celestial, talvez estrela cadente
Por teres ainda imagem retida
N’alma pecaminosa e dolente
D’um poeta que ainda te estima
Em rima te fiz deusa pura e diva
E partiste pra junto de Deus
Nem pude te dar um adeus.



sábado, 27 de junho de 2020

Indecoroso Amor

Indecoroso Amor
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Indecoroso amor que trago no tempo,
Tolhido e repreendido pelo vento,
Mas o coração não pensa direito,
E se deixa levar sem comedimento.
Silêncio! O coração joga jogo profano
Subjuga a mente em picardo momento
Dos males aquele mais errado e insano
E jogo perdido em toque de momento.



Tens o meu coração

Tens o meu coração
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Tens diante de ti o meu coração,
órgão pequeno e carmim,
concebido em humanidade
para ter piedade
mas corroído pela paixão,
sofre sem pena de mim.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

A Paixão e o Perfume, o Amor e a Roseira

A paixão é o perfume da rosa solto no ar,
Esvai-se e fica o gosto amaro da saudade
O amor é a roseira florida a exalar,
Explode em vida em meiga suavidade.

Algoritmo Em Alquimia Oculta E Dissimulada


Algoritmo Em Alquimia Oculta E Dissimulada
Autor:Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Lépido o tempo se esvai, o presente vira passado,
E eu procuro a perola preciosa no teu rico olhar,
Adoço o erro em doçura inesquecível e singular;
Tens aquele certo ‘quê’ em luz e brandura,
Coisa em ar de indefinido mistério, dentre de si,
Algoritmo em alquimia oculta e dissimulada,
Que eu, desaparecido e sem trégua no ser,
Esmiúço em letras encantadas e diversas,
Conversas concebidas n’alma tênue e feliz,
Porque, se perola rara e valiosa é o teu olhar,
Eu, Mouro delicado, procuro atento descrever.




Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...