domingo, 3 de julho de 2016

Devaneio em andar solitário

Devaneio em andar solitário
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Perdido em si,
distante do mundo,
mudo
contudo pensando...
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Divagar em andar solitário,
aperto involuntário,
anelo ou devaneio.
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Cabelos aos ventos
da cor do sol num céu azul,
seus olhos fustigam o ser,
tênue e amelados,
doce encanto,
suave canto,
recuo,
tremor da dor do amor,
suave afeto, belo sentimento.
-
Devaneio em andar solitário
mudo, sem sul.



A Valente Mulher Gaúcha

A Valente Mulher Gaúcha
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Levarei sempre na memória
imagem firme e compacta
da valente mulher gaúcha.
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Aquela prenda da lida campeira,
briosa e altaneira,
mulher forte que fez a história
cuidando do rancho em tempos de peleja,
refrega e barulheira.
-
Hei de lembrar que em tempos de glórias
até o piá tosquio ia pra luta,
ficava na lida a valente mulher gaucha.
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O índio sim, este pegava a garrucha.
-
A prenda não se referia,
levantava a cabeça e enaltecia
garantindo na lida o cuidado de todo o dia.
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Era campo arado,
cavalo domado
e bombacha costurada.
-
Eta mulher valete barbaridade
da mais moça a de mais idade.
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Em tempo de seca, frio ou chuva
a valente mulher gaúcha
mostrou que é forte e é de luta.
-
Hoje em dia
se o cuera tá mal da bica
a prenda não se arrepia
vai firme em busca do batente,
agarrando seu quinhão do mundo.
-
Dedicada, profissional e inteligente,
valente e dona de si,
trabalha forte, ganha o seu dia,
mas sem esquecer da suave e doce pelica.
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Leal, amiga e companheira,
honrada e bonita
a valente mulher gaúcha.

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sábado, 25 de junho de 2016

"Para ti"

Para ti
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
O orvalho da noite sempre pousa sereno
acariciando as plantas com o seu tocar,
doce encanto, pulsar leve e ameno.
*
Tal como o delicado orvalho
é o tranquilo soar do ler um poema
que suaviza, carmina e enrubesce
tua límpida e formosa tez.
*
Serena, está escrito no céu celeste
que embora o outrora seja dor e agonia,
o orvalho que chega suaviza o seco agreste
e haverá sempre a esperança de um novo dia.
*
Lady, são opacas as vias da vida,
isto é claro e simples, bem sei,
os caminhos são múltiplos, duvidas,
receios, incerteza e talvez,
no entanto, musa incandescida,
guarde sempre para si
que um poema é pedaço de vida,
sorriso alegre ou denso planto,
traz sempre um pedaço d’alma,
de um poeta que teima no "para ti".
*
25/06/2016


Meus Poemas

Meus Poemas
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Eternizarei os meus poemas em doce manifesto,
reclames ou versos d'amor, feitos em ternura,
embalados suavemente, mesmo quando em protesto
de quem tem em si tino e frente em espessura.
*
Inconsistente é o dia esmaecido e infesto
de quem se perde em sentido, sem abertura,
olhos fixos na parede, coração indigesto,
lábios presos, indefesos, em auto costura.
*
Não serei eu eterno poeta a amar indecente.
Como a flor que mora no campo, doce e delicada,
sofro as adversidade da vida claro e consciente.
*
Não perderei a candura, nem mesmo na estiada,
meus versos simples marcarão suavemente
o compasso cotidiano de minha aberta estrada.
*




sexta-feira, 24 de junho de 2016

Gaúcho

Gaúcho
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Gaúcho de fibra, centauro farroupilha,
gaudério, índio velho criado na coxilha,
em galpão alargaste teus costumes,
homem campeiro, forte sempre assume,
nas veias a fibra forte e tenente
do sangue maragato descontente
ou chimango, xiru de ideais republicano.
*
Nunca largas a velha indumentária,
aprecia sólito ou junto a sociedade,
mate amargo, churrasco ou carreteiro,
a lida do campo, pra ti, é devoção,
com a viola agracia á prenda do coração,
canta alegre e varonil, mas sem maldade.
*






Sobre a tristeza, cantos e sonhos

Sobre a tristeza, cantos e sonhos
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Baixar os olhos, mas olhar pra si,
tristeza que vem, mas logo vai,
canto um canto triste e de dor,
logo mudo e canto o amor,
chuto a mágoa e a melancolia,
meu canto retrata o cotidiano,
a vida se vive conforme o dia,
as vezes triste com o olhar tristonho
outras vezes alegre com sorriso jovial,
mouro, sarraceno e também cigano,
vivo a vida e tenho meus sonhos
e acho isto tão natural.


Criação

Criação
Autor:  Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Foi  com um gesto,
aceno de zelo e cuidado,
que Deus preencheu o vazio
e criou o universo.
Casto e sublime amor
arquiteto zeloso e ponderado
Deus eterno e Criador.

Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...