Tu És Poesia
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Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
E tu viste como eu precisava,
como te via,
na necessidade eras o exemplo,
eras a poesia.
eras a luz que iluminava
era a esfera na amplitude celestial.
*
Inimaginável o meu versar em diagonal,
pois sem os teus olhos eu estaria perdido
em um canto inflexo, neste mundo florido,
tão triste e inconstante era o meu andar.
Ah, sombria quimera, sem este meigo versar.
*
Em contacto distante e ardente,
algo de ti fixou em mim,
preludio de um novo tempo em divago.
Adeus aos parcos e escassos,
a minha poesia não estava em seu fim.
*
E assim, nos mundos das letras,
mirei o meu versar em novo poente,
em busca do brilho, do anelo e da poesia.
Em querência distante e longínqua
és poeta e fortaleza em forma colibri.
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Dedicado a ilustríssima poetisa, divinamente inspirada a par de um coração em ternura, Ana Júlia Machado de Viana do Castelo Portugal; a quem agradeço pelo exemplo de refino no versar.
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16\05\2022
segunda-feira, 16 de maio de 2022
Tu És Poesia
domingo, 15 de maio de 2022
Sem meias verdade
Sem meias verdade
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem
Talento
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Ah, esta suavidade que de longe vem,
desperta em mim aquele sentido ameno
de corsário amoroso, doce e sereno
na proa da nau, avistando um monte além.
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És diva d’imagem linda e seleta,
plácida em espírito e harmonia,
teu lábio em doce mel projeta
uma suave e tão meiga delicada poesia.
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Queria ser aliado do tempo e do espaço,
olhar nos teus olhos límpidos e delicados
falar sorrindo, sem meias verdades;
“vem cá; dê-me um beijo e um abraço”.
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segunda-feira, 9 de maio de 2022
O teu brilho e a poesia
O teu brilho e a poesia
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Ah...esta quietude poeta, que, em enleio imersa
e extasiado divaga em um bloco ternura,
cimentado na efígie que és imersa
uma vez que és intensa em brilho,
irradiando a luz em mistérios e candura.
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E tens aquele oque, das outras diferenciada,
mostrando que elas passaram, apagadas,
sem brilho, retiradas em meras variadas.
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Agora és diva cintilando a vida e a poesia
do mouro resoluto em dizer-te...ternura.
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Tão pura que és, aterras o parvo
que em um verso teima minuciar
um pouco do muito que cisma em amar-te.
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Dar-te um poema faz parte da vida,
sonhar pode até ser fantasia,
mas como deixar de lado a ternura e o amar,
se fazes parte da vida e da poesia?
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Uma estrela que ilumina este soneto e o meu mundo
Uma estrela que ilumina este soneto e o meu mundo
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Um coração que sente e espera,
aguarda esperançoso e paciente,
em chamas d'amor doce e ardente,
não chora, implora ou desespera.
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Um coração que estima e venera
um singelo amor limpo e inocente
em meiga caricia, rio d'água vertente,
acalma a alma e, suave, desonera.
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És dona da vida, és dona de tudo,
nos versos que te declaro diva e sibila
está a verdade em singela candura.
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Não há limites para o amor e a ternura.
No céu da vida és uma estrela que cintila
iluminando este soneto e o meu mundo.
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Sobre os sonhos que a gente tem
Semente de pimenta pequena; és esfera incerta habitada por insanos filhotes de hienas risonhas e vorazes, que nos trazem o medo e nos tiram a paz, mas não nos roubam a certeza que na nossa essência temos o direito de sonhar todos os sonhos do mundo.
(Poeta Sem Talento)
sábado, 7 de maio de 2022
Um novo poema d'amor
Um novo poema d'amor
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Se desejares saber o que já sabes
leia este novo poema d'amor,
mas ao leres este novo poema d'amor,
guarde-o no coração,
este poema é só teu.
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Ao leres este novo poema d'amor
irás compreender que és flor,
amparo, luz e ilusão.
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Ao leres este novo poema d'amor
conhecerá a candura do sentimento que domina
este coração que por ti se alucina.
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Ao leres este novo poema d'amor
saberás que no amor não existe carta marcada,
sibila dos verdes sem as suas flores,
coração poeta sem os seus amores,
ou mesmo algum poema em falsa toada.
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És, sim, aquela que inspirou este novo poema d'amor.
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E este novo poema d'amor
diz o que já foi dito no passado;
mas como dizer diferente,
se o poeta no seu poema não mente?
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segunda-feira, 2 de maio de 2022
Suspiros e saudades
Suspiros e saudades
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Tarde fria, chuva, tédio e sono,
lá fora almas soturnas e escondidas,
cada um trata de si, cuidam da vida.
Aqui uma caneta, papel e abandono.
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Tarde fria; dor que no peito eu fraciono
condensa, amplia, assola e trucida;
fachada sombria, beco sem saída.
Tarde fria, chove, tarde de outono.
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De repente, não mais que de repente,
na mente a imagem da dama seleta
penetra n'alma em nuvem e magia.
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É tarde chuvosa, turva e tão fria,
distante estás, meiga e dileta.
Serena, foste vida; saudade não mente.
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