terça-feira, 5 de julho de 2016

No meu mal escrito

No meu mal escrito
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
A noite não me inspira a poesia,
perdi aquele frêmito encantador,
deitei meu coração na melancolia,
hoje vivo a noite em tom desolador.
*
Outrora fui cuera danado em picardia,
cantava a namorada canções d’amor,
artista nos lábios, mas sem malícia,
sorria pra vida, alegre e cantador.
*
As marcas da noite forjaram a biografia,
deste crioulo patrício e campeador,
gaudério de quatro costados, na melodia
cantava a prenda uma trova sem dor.
*
Nunca fui capilé que da briga fugia,
embarcava em todas valente e lutador,
nunca fui dado a baixeza ou covardia,
gaúcho da guaiaca sem prata, mas lutador.
*
Velho chimango e guapo, hoje lembro todo dia
da china ditosa que um dia ofereci uma flor,
morocha bela, que vive em minha nostalgia,
fez parte de mim, levou meus "pilas" sem dor.
*
Hoje me fiz guaipeca aposentado na moradia
xiru folgado, balaqueiro, vivente e sesteador
só levo comigo um caderno fino e borrador
escrevo o que penso sem pensar em boa grafia.
*
Se pensam em ler minha poesia,
no mal escrito verão minha dor.
*



Virgílio cantou ao amor

Virgílio cantou ao amor
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Vou entregar-te aos cantos de Virgílio,
poeta maior, cantou os amores do mundo
'o amor vence tudo; deixe-nos também entregar ao amor’.
*
Silencio no palco do mundo,
pois o amor é sentimento profundo.
*
Serena, suave, ternura em flor,
rosa celeste que meus versos inspira,
existe no teu olhar etéreo
um denso enigma e escuro mistério
que paira no ar e muito transpira,
volvendo em cantos e liras.
*
A pureza da flor, teus olhos são lírios,
silvestres e belos, afável colírios,
versos ao amor do Poeta Virgílio
no enlevo da vida, êxtase ou delírio.
*
Em tez leve, simples e pura
segura
as amarras da corda da dor
e cantas alegre mil hinos d’amor.
*
Meu canto é suave
tão puro encanto
velejo em nave,
argonauta sem pranto,
sem lágrimas, intenso e profundo.
*
Com a pena na mão esqueço as dores do mundo
faço de ti imagem segura da paz universal
florestas e Campos Elísios, belos e fecundos
ou a essência do Sagrado Santo Graal.
*
05/07/2016


Meus Versos

Meus versos
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
São simples os meus versos,
doce flor,
seja como for
são meu universo
são feitos em amor,
trazem em si
respeito e carinho por ti,
paixão e vigor,
cantar é preciso
seja onde for.

Poetisa Pingo de Ternura

Poetisa Pingo de Ternura
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Poetisa pingo de ternura
és como a rosa em flor
e nos teus versos, doce, explana
a melodia em tons de harmonia,
salda o céu, a brisa e o amor.
*
Oh, doce poetisa esclarecida,
deusa em paz, amor e harmonia,
maravilha divina, dona em vida,
teus versos são pura poesia.
*
Suave teu canto, hino celeste,
os anjos encanta,
amor, simplicidade e ternura,
aroma, brisa e verdura
que florem em campos antes agrestes,
luz, ilusão em forma de utopia,
mas só as mais puras
e belas poesias.
*
Pomba alegre, o teu voo é ao amor,
vestida em branco, pura e inocente,
teus versos a tudo silencia
tão doce que é a tua poesia.
*
05/07/2016


segunda-feira, 4 de julho de 2016

O sofrimento da gente

O sofrimento da gente
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Soga desventura, bagaço na vida,
que droga que é
ser réptil, barata ou garnisé.
-
Trabalho, fadiga e cansaço
pouco adianta a alma nobre
se falta o maldito deste cobre.
-
Ônibus cheio, estrada emburacada,
na madrugada
o inicio da longa jornada.
-
Na noite calada
o retorno com a barriga sem nada.
-
O pouco que se ganha
não paga a cerveja
ou a oferenda da igreja,
então se parte pra canha.
-
Eu entendo o pivete
sem emprego ou biscate
não conhece refri, bolacha ou cholate
na vida se ferra
e sua dor encerra
com o rosto vermelho escarlate.
-
Ah que droga maldita
e a gente nem sonhava
que dela seria escrava,
podre, vil e parasita,
peregrinos em triste jornada.
-
Se a luta é constante
tentando a vida ganhar
no frio ou no sol escaldante
não podemos nem pensar em parar.
-
Por mais que me apoquente
eu sei o tormento
da dor e sofrimento
que oprime a minha pobre gente.

-

domingo, 3 de julho de 2016

Devaneio em andar solitário

Devaneio em andar solitário
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Perdido em si,
distante do mundo,
mudo
contudo pensando...
-
Divagar em andar solitário,
aperto involuntário,
anelo ou devaneio.
-
Cabelos aos ventos
da cor do sol num céu azul,
seus olhos fustigam o ser,
tênue e amelados,
doce encanto,
suave canto,
recuo,
tremor da dor do amor,
suave afeto, belo sentimento.
-
Devaneio em andar solitário
mudo, sem sul.



A Valente Mulher Gaúcha

A Valente Mulher Gaúcha
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Levarei sempre na memória
imagem firme e compacta
da valente mulher gaúcha.
-
Aquela prenda da lida campeira,
briosa e altaneira,
mulher forte que fez a história
cuidando do rancho em tempos de peleja,
refrega e barulheira.
-
Hei de lembrar que em tempos de glórias
até o piá tosquio ia pra luta,
ficava na lida a valente mulher gaucha.
-
O índio sim, este pegava a garrucha.
-
A prenda não se referia,
levantava a cabeça e enaltecia
garantindo na lida o cuidado de todo o dia.
-
Era campo arado,
cavalo domado
e bombacha costurada.
-
Eta mulher valete barbaridade
da mais moça a de mais idade.
-
Em tempo de seca, frio ou chuva
a valente mulher gaúcha
mostrou que é forte e é de luta.
-
Hoje em dia
se o cuera tá mal da bica
a prenda não se arrepia
vai firme em busca do batente,
agarrando seu quinhão do mundo.
-
Dedicada, profissional e inteligente,
valente e dona de si,
trabalha forte, ganha o seu dia,
mas sem esquecer da suave e doce pelica.
-
Leal, amiga e companheira,
honrada e bonita
a valente mulher gaúcha.

-

Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...